LE HAVRE | 16/05/2012

Le Havre
Título original: Le Havre
De: Aki Kaurismäki
Com: André Wilms, Jean-Pierre Darroussin, Blondin Miguel, Kati Outinen
Género: Comédia Dramática
Outros dados: ALE/FRA/FIN, 2011, Cores, 93 min.

Festival de Cannes 2011: nomeado para a Palma de Ouro e vencedor do prémio FIPRESCI

SINOPSE: Cansado da sua pouca sorte como escritor, Marcel Marx (André Wilms) deixa a sua vida para trás e parte com a mulher Arletty (Kati Outinen) para Le Havre, uma pequena cidade portuária da Normandia, França. Ali, num recomeço incomum, ele torna-se engraxador de sapatos, algo que faz alegremente e sem perder o optimismo nem a dignidade que lhe é característica. É então que conhece Idrissa (Blondin Miguel), uma criança africana refugiada, que planeia chegar a Londres, onde encontrará a família. Sem saber o que fazer àquela criança, decide levá-la consigo para casa e tornar-se seu protector. Porém, mesmo contra o cinismo da sociedade, dos problemas que acabam por surgir com a polícia e da doença que ameaça a vida de Arletty, ele não desiste da sua luta por um mundo melhor.
Realizado pela finlandês Aki Kaurismäki e estreado na última edição do festival de Cannes, onde foi aplaudido pelo público e pela crítica, “Le Havre” ganhou o Fipresci – Prémio da Crítica Internacional e o Prémio Louis Delluc, um dos mais prestigiantes galardões franceses. (Fonte: Cinecartaz)

LOCAL: Teatro Sá da Bandeira
DATA E HORA: 16/05/2012, quarta-feira, 21h30m
BILHETE: 4€ (2€ sócios Cineclube de Santarém)

Críticas no Ípsilon

O Cineclube de Santarém conta com o apoio de:




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FATUCHA SUPERSTAR | 13/05/2012

Fatucha Superstar
De: João Paulo Ferreira
Com: Fefa Putollini, José Cabecinha, J. M. Rodrigues, João Carlos, Domingos Oliveria
Género: Ficção
Classificação: M/16
Outros dados: POR, 1976, Cores, 43 min.

SINOPSE: Embora a sua obra, iniciada em 1975, tenha acabado por focar muito mais fortemente questões políticas e sociais, João Paulo Ferreira realizou esta obra singular, Fatucha Superstar, num registo musical inspirado no Jesus Christ Superstar, de Andrew Lloyd Webber. Com a revolução ainda quente, Ferreira desconstrói aquele que foi um dos grandes alicerces do Estado Novo: as aparições de Nossa Senhora de Fátima. Se por um lado, Fatucha Superstar é fiel à estética hippie do musical de Webber – e a uma geração portuguesa da altura –, já Fátima, ou Fatucha, é um sofisticado travesti que surge aos três pastorinhos de óculos escuros e descapotável.

Iniciativa com o apoio de Festival do Cinema Queer Lisboa

LOCAL: Fórum Actor Mário Viegas (Centro Cultural Regional de Santarém)

DATA: 13/05/2012, Domingo, 16h
Tertúlia destinada a formação de público e com entrada livre.

Dossier de Imprensa

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MELANCOLIA | 09/05/2012

Melancolia
Título original: Melancholia
De: Lars von Trier
Com: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Alexander Skarsgård, Cameron Sparr, Kiefer Sutherland
Género: Drama, Ficção Científica
Classificação: M/12
Outros dados: DIN/SUE/ALE/FRA, 2011, Cores, 134 min.

Melhor Filme Europeu 2011 pela Academia de Cinema Europeu

Festival de Cannes 2011: nomeado para a Palma de Ouro e vencedor do prémio de Melhor Actriz (Kirsten Dunst)

SINOPSE: Melancholia é um planeta gigante, escondido atrás do Sol, que agora se encontra em rota de colisão com a Terra, numa “dança de morte” que ameaça a total destruição do planeta. Justine é uma jovem frágil e depressiva a viver a sua festa de casamento com Michael, o homem que ama. Claire, a equilibrada irmã mais velha e suporte emocional da família, é casada com John e mãe de Leo. As duas irmãs têm personalidades opostas e uma relação ambivalente que oscila entre o amor profundo e a raiva. Mas, quando chega o momento previsto para o embate dos planetas, as duas mulheres têm reacções contraditórias. E, contra todas as probabilidades, a sua relação inverte-se…
Mais do que um filme-catástrofe, “Melancolia” é, segundo Lars Von Trier, um filme sobre a natureza humana e as suas reacções num contexto de hecatombe, seguindo a premissa de que as pessoas depressivas tendem a reagir de um modo estranhamente calmo em situações limite. O elenco conta com a participação de Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Alexander Skarsgård, Charlotte Rampling, John Hurt entre outros. O filme, em competição na edição de 2011 de Cannes, deu a Dunst o prémio de melhor actriz. (Fonte: Cinecartaz)

LOCAL: Teatro Sá da Bandeira
DATA E HORA: 09/05/2012, quarta-feira, 21h30m
BILHETE: 4€ (2€ sócios Cineclube de Santarém)

Crítica por Manuel Halpern (Visão)

Crítica por Ana Margarida de Carvalho (Visão)

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TEATRO E CINEMA PARA CRIANÇAS | 28/04/2012

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Teatro e Cinema para Crianças

Iniciativa integrada no programa oficial das comemorações do 25 de Abril em Santarém e com a participação do  Teatrinho de Santarém
(programa com organização conjunta da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril, Cul.Tur e Câmara Municipal de Santarém)

As linguagens teatral e cinematográfica juntas, para os mais pequenos se divertirem aprendendo os valores da Natureza, da Fraternidade e do Amor.

LOCAL: Fórum Actor Mário Viegas (Centro Cultural Regional de Santarém)
DATA: 28/04/2012, Sábado, 17h
Tertúlia destinada a formação de público e com entrada livre.

O Cineclube de Santarém conta com o apoio de:




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Manuel Alves Castela

A sua vida foi um exemplo ao serviço da comunidade, intervindo com apurada ética, ação política e cultural, ultrapassando medos e fantasmas que inundavam o país, ditatorial e fascista, em que vivíamos até Abril de 1974.

Criou a imagem do intelectual preocupado e atento, fugindo à época com o seu cabelo desgrenhado, livros debaixo do braço, passo apressado pelas ruas da cidade, em busca de uma utopia em que sempre acreditou… A sua voz, forte e determinada, ecoava com respeito e admiração, tinha uma força e um timbre próprios. Discurso eloquente que nos chegava pleno de militância revolucionária: vimo-lo sempre como um Homem teimoso e audacioso!

Foi um Homem sem medo! A sua Livraria Apolo era um local de encontros proibidos, de congeminações revolucionárias, onde se reuniam as vozes discordantes do regime, e que conseguiu manter na clandestinidade durante vários anos.

Mesmo quando a PIDE lhe entrava porta adentro, Manuel Alves Castela enfrentava os informadores e polícias de cabeça erguida, com serenidade e inteligência, evitando sempre o pior.

Foi ele que, na sua contagiante paixão pelo cinema, conseguiu organizar e realizar várias edições do Festival Internacional de Cinema de Santarém, apenas apoiado pelo Cineclube de Santarém, que também fundara clandestinamente.

O Festival Internacional passou à história, mas o Cineclube renasceu agora com toda a força e, tal como ele, pela mão de uma juventude inquieta e intervencionista. Manuel Castela, vimo-lo no dia da chegada da tropa de Lisboa, Revolução consumada, “Avenida do Tribunal” fora, a saudar efusivamente Abril e os heróicos militares que haviam oferecido a Liberdade e a Democracia a Portugal.Aceitando o convite para pertencer à comissão executiva da Feira do Ribatejo, de imediato organizou o primeiro festival de teatro ao ar livre, integrado na então 14a Feira Nacional de Agricultura; o acontecimento teve lugar no Largo do Seminário, e o teor da primeira peça representada e televisionada para todo o país, provocou um comunicado do Estado Maior General das Forças Armadas: nele se repudiava a cerrada crítica feita aos generais da guerra colonial, levando a que a administração da RTP proibisse o programa “Fila T”, e despedisse o seu realizador Fernando Midões.

Manuel Alves Castela tinha esse condão: agitava e intervinha profundamente na vertente cultural, pois sabia ser esse o caminho para se atingir a Liberdade com consciência!

Finalmente, com outros camaradas, ajudou na formação da atual Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril em Santarém, aqui representada, com muita saudade, para se associar a esta tão justa Homenagem.

Santarém merece-Te, por isso Te perpetuou no gesto sublime de dar o Teu nome a uma rua da cidade. Mais vale tarde do que nunca! Revemo-nos na Dignidade com que sempre viveste.

Obrigado, Manuel Castela!

Santarém, 14 de abril de 2012
(Texto da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril em Santarém,  por ocasião da inauguração da Rua Manuel Alves Castela, subscrito pelo Cineclube de Santarém)

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LINHA VERMELHA | 12/04/2012

Linha Vermelha
De: José Filipe Costa
Argumento: José Filipe Costa
Género: Documentário
Produtor: Ana Isabel Strindberg, João Matos, José Filipe Costa
Produção: Terratreme Filmes
Outros dados: Portugal, 2011, Cores, 80 min

A sessão contará com as presenças do realizador José Filipe Costa e de Camilo Mortágua (antigo militante da LUAR) para uma conversa/debate com o público.

Exibição em dia de estreia nacional (12/Abril/2012)
Melhor Longa Metragem Portuguesa IndieLisboa 2011.

Iniciativa integrada no programa oficial das comemorações do 25 de Abril em Santarém
(organização conjunta da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril, Cul.Tur e Câmara Municipal de Santarém)

SINOPSE: Linha Vermelha recua a 1975, quando o alemão Thomas Harlan filmou o documentário Torre Bela, sobre a ocupação de uma grande herdade no Ribatejo, propriedade dos duques de Lafões. Torre Bela transformou-se num ícone do período revolucionário português: a discussão acalorada sobre a quem pertence uma enxada da cooperativa, a ocupação do palácio, o encontro dos ocupantes com os militares em Lisboa e o processo de formação de uma nova comunidade… Trinta e seis anos depois, José Filipe Costa revisita esse filme emblemático, reencontrando os seus protagonistas e a sua equipa. Qual foi o impacto da presença da câmara sobre os acontecimentos? Que influência teve o filme sobre a memória dessa experiência? Linha Vermelha mostra como Torre Bela continua hoje a marcar a história de um período conturbado do país.

LOCAL: Teatro Sá da Bandeira
DATA E HORA: 12/04/2012, quinta-feira, 21h30m
BILHETE: 4€ (2€ sócios Cineclube de Santarém)

O Cineclube de Santarém conta com o apoio de:




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OUTRO PAÍS | 07/04/2012


Outro País
De: Sérgio Tréfaut
Género: Documentário
Classificação: M/12
Outros dados: POR, 1999, Cores, 52 min.

Iniciativa integrada no programa oficial das comemorações do 25 de Abril em Santarém
(organização conjunta da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril, Cul.Tur e Câmara Municipal de Santarém)

SINOPSE: Dezenas de cineastas, fotógrafos e jornalistas, vindos dos quatro cantos do planeta, viram-se envolvidos na revolução dos cravos, e possuem arquivos preciosos. Numa série de entrevistas a estes viajantes, confrontámos o entusiasmo antigo com o olhar contemporâneo. Em alguns casos, seguimos os mesmos autores para retratar o estado presente do país e reencontramos as personagens fotografadas e filmadas em 1974/75.

LOCAL: Fórum Actor Mário Viegas (Centro Cultural Regional de Santarém)
DATA: 07/04/2012, Sábado, 21h30m
Tertúlia destinada a formação de público e com entrada livre.

O Cineclube de Santarém conta com o apoio de:




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ÁGUAS MIL | 04/04/2012

Águas Mil
De: Ivo M. Ferreira
Com: Adelaide João, Cândido Ferreira, Gonçalo Waddington, Hugo Tourita, Joana Seixas, Juan Jesus Valverde, Lídia Franco
Género: Drama, Ficção
Classificação: M/12
Outros dados: POR, 2009, Cores, 85 min.

Iniciativa integrada no programa oficial das comemorações do 25 de Abril em Santarém
(organização conjunta da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril, Cul.Tur e Câmara Municipal de Santarém)

SINOPSE: Pedro (interpretado por Gonçalo Waddington) é um jovem encenador cheio de dúvidas sobre a peça de teatro político que tem nas mãos e a atravessar uma crise pessoal. Para além do questionamento do radicalismo revolucionário que essa peça coloca e que interpela directamente o seu próprio passado familiar, Pedro mostra-se também confuso com as novas responsabilidades e expectativas decorrentes da gravidez da namorada (Joana Seixas). A encenação parece indefinidamente bloqueada até que Pedro faz uma descoberta em casa da avó, que poderá explicar o desaparecimento do seu pai logo após a Revolução dos Cravos. Na caravana em que a família o costumava levar para férias em miúdo, Pedro encontra dois revólveres e vários documentos que lançam uma nova luz sobre tudo o que lhe tinham dito sobre a misteriosa figura do pai. Parte à procura de respostas, deixando todas as responsabilidades imediatas para trás. O filme de Ivo M. Ferreira, que assina aqui a sua segunda longa-metragem, é uma interpelante e rara revisitação ficcional de algumas memórias pós-revolucionárias portuguesas.

LOCAL: Teatro Sá da Bandeira
DATA E HORA: 04/04/2012, quarta-feira, 21h30m
BILHETE: 4€ (2€ sócios Cineclube de Santarém)

O Cineclube de Santarém conta com o apoio de:


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VÉNUS NEGRA | 28/03/2012

Vénus Negra
Título original: Vénus Noire
De: Abdellatif Kechiche
Com: Yahima Torres, Andre Jacobs, Olivier Gourmet
Género: Drama
Classificação: M/12
Outros dados: FRA/BEL, 2009, Cores, 166 min.

Festival de Veneza 2010 – Selecção Oficial – Em Competição
New York Film Festival  – Selecção Oficial

SINOPSE: Realizado pelo actor e realizador Abdellatif Kechiche (“La Faute à Voltaire”, “A Esquiva” e  “O Segredo de um Cuscuz”), um filme biográfico sobre a trágica história de Saartjes Baartman, uma mulher da tribo Khoikhoi que, no início do século XIX e devido às suas características físicas específicas, deixou o sul de África para ser exibida nos salões europeus sob o nome “Venus Hotentote”, com promessas vãs de uma vida dourada.  Chegada à Europa, depois de viajar por toda a Inglaterra em espectáculos de aberrações, é estudada por alguns dos mais conceituados naturalistas e anatomistas da época, que usaram as suas investigações para justificarem a inferioridade dos negros, num esforço claro de legitimação do racismo e escravatura. A 29 de Dezembro de 1815, Saartjie Baartman morreu alcoólica e na miséria. O seu corpo foi doado ao Musée de l’Homme de Paris, onde o seu esqueleto, órgãos genitais e cérebro foram conservados em formol e exibidos até 1974. Em 2002, a pedido do então Presidente sul-africano Nelson Mandela, os seus restos mortais regressaram ao seu país, onde foi feita uma cerimónia fúnebre.

LOCAL: Teatro Sá da Bandeira
DATA E HORA: 28/03/2012, quarta-feira, 21h30m
BILHETE: 4€ (2€ sócios Cineclube de Santarém)

Críticas por Vasco Câmara, Luís Miguel Oliveira e Jorge Mourinha (Ípsilon)

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A PAIXÃO DE JOANA D’ARC | 24/03/2012

A Paixão de Joana D’Arc
Título original: La Passion de Jeanne d’Arc
De: Carl Theodor Dreyer
Com: Renée Jeanne Falconetti, Eugene Silvain, Maurice Schutz
Género: Drama
Classificação: M/16
Outros dados: FRA, 1928, P/B, 85 min.

Realizado por Carl Theodor Dreyer e com uma interpretação brilhante de Renée Jeanne Falconetti, é uma presença habitual nas listas dos melhores filmes da história do cinema.

Sinopse: A camponesa Joana D’Arc é julgada herege e condenada à morte por um tribunal católico, depois de ter liderado o povo francês na luta contra o Exército invasor inglês, dizendo-se inspirada por Jesus e São Miguel, em Maio de 1431. Para salvar a vida, Joana assina durante o processo, uma confissão de heresia, mas depois renega-a, preferindo salvar a alma. É então queimada viva em praça pública.

LOCAL: Fórum Actor Mário Viegas (Centro Cultural Regional de Santarém)
DATA: 24/03/2012, Sábado, 21h30m
Tertúlia destinada a formação de público e com entrada livre.

O Cineclube de Santarém conta com o apoio de:

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