Séraphine
Título original: Séraphine
De: Martin Provost
Com: Yolande Moreau, Ulrich Tukur, Anne Bennent
Género: Drama, Guerra
Classificacao: M/12
BEL/FRA, 2008, Cores, 125 min.
Sinopse
Um drama histórico sobre o destino de Séraphine Louis (Yolande Moreau), uma mulher pobre, empregada de limpeza, que atingiu breve notoriedade como pintora primitiva antes de morrer na solidão e miséria, num hospital psiquiátrico em 1942, com quase 80 anos. Em 1912, Wilhelm Uhde (Ulrich Tukur), seu patrão e coleccionador de obras de arte, célebre por ter descoberto Picasso, encontra os seus trabalhos e fica fascinado com a pureza visionária da obra de Séraphine.
Vencedor de sete prémios da 34.ª edição dos Césares (os “óscares” do cinema francês), entre os quais os de melhores filme, realizador (Martin Provost) e actriz (Yolande Moreau).
Religulous – Que o céu nos ajude Título original: Religulous De: Larry Charles Género: Documentário Classificacao: M/12
EUA, 2008, Cores, 101 min.
Sinopse
Religulous acompanha o comediante Bill Maher (“Real Time with Bill Maher”, “Politically Incorrect”) na sua viagem a locais de culto religioso em todo o mundo, para entrevistar um vasto espectro de crentes em Deus e na Religião. Conhecido pela sua astuta capacidade analítica e pelo seu empenhamento em não ser agressivo para ninguém, Maher aplica a sua característica honestidade e espírito irreverente às questões da Fé, fazendo-nos entrar numa divertida e provocatória viagem espiritual.
Almoço de 15 de Agosto Título Original: Pranzo di Ferragosto De: Gianni Di Gregorio Com: Valeria De Franciscis, Marina Cacciotti Género: Drama Classificacao: M/12
ITA, 2008, Cores, 75 min.
Sinopse
A história de Gianni, um homem de meia-idade que vive com a sua idosa mãe num apartamento em Roma. Gianni tem algumas dívidas e não tem vindo a pagar a renda do apartamento. O administrador, percebendo esta situação, sugere um pacto: ele cancelará algumas destas dívidas apenas se Gianni estiver disponível a receber a sua mãe para o almoço de 15 de Agosto, mas junto com a mãe vem também a tia deste. Ao saber disto, o seu médico pede-lhe também que receba a sua idosa mãe. Gianni fica assim repleto de velhinhas neste que será o almoço de 15 de Agosto.
Home – Lar Doce Lar Título Original: Home De: Ursula Meier Com: Isabelle Huppert, Olivier Gourmet, Adélaïde Leroux Género: Drama Classificacao: M/12
FRA, 2008, Cores, 97 min.
Sinopse
Uma auto-estrada abandonada estende-se ao longo do horizonte bem à margem de uma quinta desértica, sossegada. Há vários anos construída, a auto-estrada mantém-se inactiva e degrada-se lentamente. Mas à beira do asfalto, a poucos metros dos rails, vê-se uma casa isolada que alberga uma família. À chegada do Verão a construção é retomada: anuncia-se a abertura da auto-estrada à circulação de viaturas…
Singularidades De Uma Rapariga Loura De: Manoel de Oliveira Com: Catarina Wallenstein, Leonor Silveira, Rogério Samora, Ricardo Trêpa Género: Drama, Romance Classificação: M/12
ESP/FRA/POR, 2009, Cores, 64 min.
Sinopse
Numa viagem de comboio para o Algarve, Macário conta as atribulações da sua vida amorosa a uma desconhecida. Mal entra para o seu primeiro emprego, um cargo de contabilista num armazém lisboeta do seu tio Francisco, apaixona-se perdidamente pela rapariga loira que vive na casa do outro lado da rua, Luísa Vilaça.
Conhece-a e quer de imediato casar com ela. Mas o tio não está de acordo, despede-o e expulsa-o de casa. Macário parte para Cabo Verde, onde enriquece, e, quando consegue finalmente a aprovação do tio para casar com a sua amada, descobre então a “singularidade” do carácter da noiva.
Realizado por Manoel de Oliveira, “Singularidades de uma Rapariga Loira” é inspirado num conto de Eça de Queirós.
Local: Teatro Sá da Bandeira
Data: 09 de Setembro de 2009, quarta-feira, às 21h45m
Mal Nascida
De: João Canijo
Com: Anabela Moreira, Márcia Breia, Fernando Luís
Género: Drama
Classificacao: M/18
POR, 2007, Cores, 117 min.
Sinopse
Lúcia (Anabela Moreira) é uma mal nascida, uma mal-amada, a eterna viúva do seu pai. Enlouquecida, maltratada e humilhada, sobrevive enlutada com a lembrança do crime e da traição da mãe, grita a sua dor inconsolável para não dar descanso nem paz aos assassinos do pai.
Vive na esperança desesperada do regresso do irmão para cumprir a promessa de vingar o sangue do pai. Em “Mal Nascida”, apresentado no Festival de Veneza, João Canijo volta, à semelhança do que fez em “Noite Escura”, a basear-se nas tragédias clássicas (aqui o mito de Electra) para pintar o lado mais negro de Portugal.
Os Três Macacos
Título original: Üç maymun / Three Monkeys
De: Nuri Bilge Ceylan
Com: Yavuz Bingol, Hatice Aslan, Hatice Aslan
Género: Drama
Classificacao: M/12
FRA/ITA/Turquia, 2008, Cores, 109 min.
Sinopse: Uma família despedaçada por pequenos segredos que se tornam grandes mentiras tenta desesperadamente permanecer unida, recusando afrontar a verdade. Para evitar fazer face a responsabilidades demasiado pesadas, escolhem ignorar a verdade, recusam vê-la, ouvi-la, falar sobre ela, como no provérbio sobre os três macacos. Mas jogar aos três macacos será suficiente para apagar e evitar o confronto com a verdade?
Nuri Bilge Ceylan (“Uzak” e “Climas”) ganhou o Prémio de Melhor Realizador em Cannes com “Os Três Macacos”.
O herói do ano 2000
Título Original: Sleeper
De: Woody Allen
Com: Woody Allen, Diane Keaton, John Beck, Mary Gregory, Don Keefer
Género: Comédia, Ficção Científica
EUA, 1973, Cores, 89 min.
Sinopse: Inspirando-se na vasta tradição da comédia silenciosa, O Herói do Ano 2000 (1973) é o primeiro filme de Woody Allen a contar as suas paródias e a mostrar a sua crescente habilidade para a comédia visual e física. Com Diane Keaton (dirigida por Woody Allen pela primeira vez) que marca o início de uma longa parceria entre a actriz e o realizador/actor, O Herói do Ano 2000 é uma extravagante mistura das neuroses nova-iorquinas com magníficas e loucas piadas de comédia de situação. Um saxofonista (Woody Allen) que foi conservado criogenicamente, acorda passado 200 anos devido a um precalço hospitalar, descobre então, que o futuro não é assim tão bom: todas as mulheres são frígidas, os homens são impotentes e o mundo é governado por um perverso ditador… um nariz sem corpo!
Aquele Querido Mês de Agosto
De: Miguel Gomes
Com: Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho
Género: Documentário, Ficção
Classificacao: M/12
FRA/POR, 2008, Cores, 150 min.
Sinopse: Ficção invadida pelo documentário, seria a história de um pai, a filha e o primo dela, músicos de uma banda de música popular a tocar pelas aldeias do Portugal profundo, em que imigrantes regressados à terra se cruzam com populares, entre festa e baile, cerveja, jogos e caçadas, durante o quente mês de Agosto. Seria a história e não é, porque realizador e equipa técnica irrompem pelo filme dentro, em vez de irem directamente ao assunto, e se misturam com actores não profissionais, entre os quais Sónia Bandeira e Fábio Oliveira. O filme conta ainda com a participação de Luís Marante, cantor do Agrupamento Musical Diapasão. “Aquele Querido Mês de Agosto” é a segunda longa-metragem de Miguel Gomes, depois de “A Cara Que Mereces” e várias curtas-metragens. O realizador justifica assim a entrada no documentário na ficção: “Documentário? Ficção? A meio deste filme vemos uma ponte: a ponte romana de Coja sobre o rio Alva, da qual se atira Paulo ”Moleiro”. Sem querer parecer Confúcio, diria que de qualquer uma das margens que esta ponte une se avista perfeitamente a outra. E que o rio é sempre o mesmo”.
Local: Teatro Sá da Bandeira
Data: 17 de Junho de 2009, quarta-feira, às 21h45m
Para quem se viu impossibilitado de marcar presença e participar na tertúlia/debate realizada ontem na sala de leitura Bernardo Santareno, com o tema “Literatura versus Cinema”, aqui fica o resumo da intervenção de abertura do orador convidado, Luís Eugénio Ferreira.